Glossário de staking e poker MTT

58 termos que aparecem num acordo de staking e no dia a dia de quem joga torneios: o que significam, porque importam e onde ler mais. Sem hype e sem promessas de ganhos.

A

ABI (average buy-in)
Buy-in médio dos torneios que jogas. É a régua que define o teu nível numa equipa de staking e a banca necessária para o aguentar: subir de ABI sem winrate provado é a forma mais comum de rebentar a banca.Ler mais: Gestão de banca (bankroll) · Do micro ao high stakes

B

Backer
Quem financia as entradas de um jogador em troca de uma parte dos lucros. Numa equipa de staking, o backer é a equipa: assume as perdas, recebe a sua parte dos ganhos e, nas equipas sérias, dá formação.Ler mais: O que é staking de poker · Vale a pena ter backer?
Banca (bankroll)
O dinheiro reservado exclusivamente para jogar. No staking, a banca é do backer e não do jogador; fora do staking, é a banca própria que decide a que stakes podes jogar sem que um downswing normal te deixe de fora.Ler mais: Gestão de banca (bankroll)
Bolha (bubble)
Momento do torneio em que falta eliminar poucos jogadores para todos os restantes entrarem no dinheiro. É a zona onde o ICM mais pesa e onde os erros de stack curta e média custam mais.Ler mais: GTO para MTT
Break-even
Jogador que, depois do rake, nem ganha nem perde. Uma grande parte do field está aqui ou ligeiramente abaixo; sair do break-even é uma questão de edge medido, não de sensação.Ler mais: A matemática do staking
Burnout
Esgotamento que se instala quando se joga por obrigação e não por escolha. No poker compõe-se devagar: menos volume, menos estudo, sessões evitadas. Durar é uma skill separada de ganhar.Ler mais: Longevidade e burnout · Rotina de um profissional
Buy-in
Valor de entrada num torneio, incluindo a parte que vai para o prize pool e o rake da sala. Em MTT fala-se de buy-ins como unidade de banca: um downswing de 100 buy-ins é normal a médio prazo.Ler mais: Gestão de banca (bankroll)

C

Cash game
Formato em que as fichas valem dinheiro real e podes entrar e sair quando quiseres. Tem variância mais suave do que os torneios e um teto de ganhos diferente; a escolha entre cash e MTT é uma decisão de carreira.Ler mais: MTT vs cash game
Cashout (levantamento)
Levantar lucros da parceria. Num acordo justo, o jogador recebe a sua parte a cada split, sem retenção obrigatória para subir de nível; retenções longas são um sinal de alerta no contrato.Ler mais: O contrato de staking · Split 50/50: como se divide
CFP (coaching for profits)
Modelo em que o jogador joga com banca própria e paga a formação com uma percentagem dos lucros. Difere do staking, em que a banca é do backer e as perdas também.Ler mais: Vale a pena ter backer? · Coaching vale a pena?
Co-backing
Quando dois ou mais backers partilham a mesma ação de um jogador. O makeup e o split dividem-se na proporção de cada um; convém que esteja tudo por escrito antes da primeira sessão.Ler mais: Makeup na prática (cenários)
Coaching
Acompanhamento estruturado do jogo por alguém que joga acima do teu nível: revisão de mãos, plano de estudo e correção de leaks. Um coach dá processo, não jogadas de cor.Ler mais: Coaching vale a pena? · Como estudar poker
Contrato de staking
Documento que fixa split, makeup, levantamentos, exclusividade e condições de saída. Se não está escrito, não existe; as cláusulas de saída e de retenção são as que mais decidem se um acordo é justo.Ler mais: O contrato de staking

D

Database review
Análise da tua base de dados de mãos (tracker) para encontrar padrões de erro por posição, stack e spot. É a alavanca de estudo com melhor relação esforço-resultado para quem tem volume.Ler mais: Como estudar poker · Como melhorar no MTT
Downswing
Sequência de resultados abaixo do esperado, mesmo a jogar bem. Em MTT os downswings de centenas de buy-ins são estatisticamente normais; o problema não é existirem, é a banca ou a cabeça não os aguentarem.Ler mais: Variância e downswing · Gestão de banca (bankroll)

E

Edge
Vantagem real sobre o field, medida em winrate depois do rake. Não se sente: mede-se com amostra suficiente e relatórios de EV. Sem edge, mais volume só acelera as perdas.Ler mais: A matemática do staking · GTO para MTT
EV (valor esperado)
Resultado médio de uma decisão se fosse repetida infinitas vezes. Distingue-se do resultado real, que inclui sorte. Jogar bem é tomar decisões +EV; o resultado de curto prazo é variância.Ler mais: A matemática do staking
Exclusividade
Cláusula que impede o jogador de ter outros acordos de staking ou coaching durante a parceria. É comum e razoável se a saída for clara; combinada com retenção longa, prende-te.Ler mais: O contrato de staking

F

Field
Conjunto de jogadores de um torneio. A força do field varia por sala, horário e buy-in; o mesmo jogador pode ser vencedor num field e break-even noutro.Ler mais: Do micro ao high stakes
Final table
Mesa final de um torneio, onde está a maior parte do prize pool. É a fase em que o ICM e a gestão de stack decidem mais dinheiro por decisão; jogar a mesa final com medo custa caro.Ler mais: GTO para MTT

G

Grind
Rotina de jogar volume de forma consistente. O grind online é isolante por natureza; sem equipa, leaks repetem-se sessão após sessão sem ninguém para os apontar.Ler mais: Rotina de um profissional
GTO
Game theory optimal: estratégia que não pode ser explorada. Em MTT serve como base (push/fold, ranges por posição), não como receita; contra fields fracos, explorar rende mais do que copiar o solver.Ler mais: GTO para MTT

H

Hand history
Registo textual de cada mão jogada, exportado pela sala. É a matéria-prima do tracker, da database review e das sessões de coaching.Ler mais: Como estudar poker
Horse
Nome informal do jogador financiado num acordo de staking (o backer é quem financia). Usa-se sobretudo em inglês; em português diz-se simplesmente jogador ou staked.Ler mais: O que é staking de poker
HUD
Heads-up display: sobreposição na mesa com estatísticas dos adversários, alimentada pelo tracker. Ajuda a tomar decisões informadas em tempo real, dentro das regras de cada sala.Ler mais: Como estudar poker

I

ICM
Independent chip model: converte fichas em valor monetário tendo em conta a estrutura de prémios. É o que faz uma ficha valer menos quando a ganhas do que quando a perdes perto do dinheiro.Ler mais: GTO para MTT
ITM (in the money)
Percentagem de torneios em que terminas no dinheiro. Sozinho diz pouco: um ITM alto com prémios mínimos pode esconder um ROI negativo.Ler mais: Quanto ganha um jogador?

L

Late registration
Período em que ainda é possível entrar num torneio já a decorrer. Entrar tarde reduz o tempo de jogo mas altera a estrutura efetiva; é uma decisão de volume e de EV, não de conveniência.Ler mais: Rotina de um profissional
Leak
Erro sistemático que te custa dinheiro, quase sempre invisível para quem o comete. Encontram-se com dados e com alguém a olhar para o teu jogo, não com mais volume.Ler mais: Como melhorar no MTT

M

Makeup
Saldo negativo acumulado quando o jogador está em perda: o backer recupera o que investiu antes de voltarem a dividir lucros. Num acordo justo, o makeup é só do jogador e não se paga do bolso se a parceria terminar.Ler mais: Como funciona o makeup · Makeup na prática (cenários)
Mental game
A parte do jogo que acontece fora das cartas: tilt, medo, scared money, motivação. Trabalha-se com processo e, quando é preciso, com apoio profissional; não se resolve com mais volume.Ler mais: Variância e downswing · Longevidade e burnout
MTT
Multi-table tournament: torneio com várias mesas, prémios concentrados no topo e alta variância. É o formato central da Polarize e o que exige mais gestão de banca e de cabeça.Ler mais: MTT vs cash game

N

Níveis (N1–N7)
Escada de progressão usada na Polarize, da Academia ao N7, com o ABI a subir por nível e o split sempre a 50/50. Sobe-se com resultados e volume, não por antiguidade.Ler mais: O staking na Polarize a fundo · Do micro ao high stakes

R

Rake
Comissão que a sala cobra por torneio ou por pote. É a razão pela qual a maioria do field perde a longo prazo: para ganhar não basta ser melhor do que a média, é preciso ser melhor por mais do que o rake.Ler mais: A matemática do staking · Quanto ganha um jogador?
Rakeback
Devolução de parte do rake pela sala ou por um afiliado. Melhora o winrate líquido e, em stakes baixos, pode ser a diferença entre perder e empatar.Ler mais: Quanto ganha um jogador?
Range
Conjunto de mãos com que um jogador faz determinada ação numa posição. Pensar em ranges, e não em mãos isoladas, é o primeiro salto técnico de quem quer sair dos micros.Ler mais: GTO para MTT
Re-entry
Possibilidade de voltar a entrar num torneio depois de ser eliminado, durante a late registration. Aumenta o volume por torneio e o custo por sessão; convém contar com isso na gestão de banca.Ler mais: Gestão de banca (bankroll)
Reg (regular)
Jogador que joga volume de forma regular e conhece o meta. Os regs são a referência do field: o teu edge mede-se contra eles, não contra os jogadores recreativos.Ler mais: Do micro ao high stakes
Reset de makeup
Perdão total ou parcial do makeup, decidido pelo backer. Existe em alguns acordos como cláusula de saída ou de mudança de nível; se não está no contrato, não contes com ele.Ler mais: Makeup na prática (cenários)
Retenção
Parte dos lucros que o backer segura como garantia ou como condição para subir de nível. Alguma retenção pode ser razoável; retenções longas ou sem regra escrita são um sinal de mau acordo.Ler mais: O contrato de staking
ROI
Return on investment: lucro dividido pelo total investido em buy-ins, em percentagem. É a métrica central de MTT, mas só tem significado com amostra grande, porque a variância de torneios é enorme.Ler mais: Quanto ganha um jogador?

S

Sair em makeup
Terminar a parceria com saldo negativo. Num acordo justo, o jogador não paga o makeup do bolso; o backer assume a perda. Um contrato que exige pagar makeup à saída é um empréstimo, não staking.Ler mais: Makeup na prática (cenários) · O contrato de staking
Sample (amostra)
Número de torneios ou mãos sobre o qual se avalia um resultado. Amostras pequenas mentem nos dois sentidos: nem um mês bom prova edge, nem um mês mau prova o contrário.Ler mais: Variância e downswing · A matemática do staking
Satélite
Torneio cujo prémio é a entrada noutro torneio maior. É a via mais barata para jogar eventos grandes, com uma estratégia própria, mais próxima do ICM do que do chip EV.Ler mais: Staking ao vivo vs online
Scared money
Jogar com medo de perder porque o dinheiro em jogo pesa demasiado na vida. Faz passar linhas certas e adiar subidas. Uma das razões pelas quais jogar com a banca do backer muda decisões.Ler mais: Variância e downswing
Schedule
Grelha de torneios que um jogador planeia jogar por sessão. Um bom schedule equilibra volume, ABI, horário e estrutura; é uma decisão de gestão, não de impulso.Ler mais: Rotina de um profissional
Shot (tomar um shot)
Jogar pontualmente stakes acima do habitual com uma parte pequena da banca. Faz sentido com regra escrita de quando parar; sem regra, é a receita clássica para rebentar a banca.Ler mais: Gestão de banca (bankroll) · Do micro ao high stakes
Solver
Software que calcula estratégias de equilíbrio para um spot. É uma ferramenta de estudo, não de jogo: serve para perceber porquê, e depois simplificar para algo que consigas executar à mesa.Ler mais: GTO para MTT · Como estudar poker
Spin & Go
Formato hiper-rápido de três jogadores com prize pool sorteado. Tem estratégia e variância próprias; algumas equipas fazem staking neste formato, a Polarize concentra-se em MTT.Ler mais: MTT vs cash game
Split
Percentagem dos lucros que fica para cada lado da parceria, depois de reposto o makeup. Na Polarize é 50/50 sem exceção; splits que mudam ao subir de nível são a armadilha mais comum.Ler mais: Split 50/50: como se divide
Stakes (micro, low, mid, high)
Escalões de buy-in. As fronteiras variam por sala, mas em MTT online fala-se de micro até cerca de $10, low até $50, mid até $200 e high acima disso. Subir de escalão muda o field, não só o buy-in.Ler mais: Do micro ao high stakes
Staking
Acordo em que alguém financia as entradas de um jogador em troca de uma parte dos lucros. As perdas são de quem financia; o jogador entra com jogo, volume e disciplina, não com dinheiro.Ler mais: O que é staking de poker · O staking na Polarize a fundo

T

Tilt
Estado emocional em que decides pior do que sabes, normalmente depois de perdas. Reconhecer o tilt cedo e parar a sessão é uma competência; jogar através dele é a forma mais rápida de perder uma banca.Ler mais: Variância e downswing
Tracker
Programa que guarda e analisa as tuas hand histories (por exemplo Holdem Manager, PokerTracker ou Hand2Note). Sem tracker não há database review nem HUD.Ler mais: Como estudar poker

U

Upswing
Sequência de resultados acima do esperado. Tão enganador como o downswing: um mês excelente não prova edge, e subir de stakes só por causa dele é o erro simétrico de desistir num mês mau.Ler mais: Variância e downswing

V

Variância
Dispersão dos resultados à volta do valor esperado. Em MTT é enorme, porque os prémios estão concentrados no topo; é a razão pela qual a banca tem de ser grande e a avaliação tem de ser por amostra.Ler mais: Variância e downswing · Gestão de banca (bankroll)
Volume
Quantidade de torneios ou mãos jogadas num período. É o multiplicador do edge: com edge, mais volume dá mais lucro esperado; sem edge, mais volume só acelera as perdas.Ler mais: Como melhorar no MTT · Quanto ganha um jogador?

W

Winrate
Lucro por unidade de volume: ROI em torneios, bb/100 em cash. É a medida do edge depois do rake, e só é fiável com amostra suficiente.Ler mais: Quanto ganha um jogador? · A matemática do staking